Aos vinte e três anos de idade, Cassiano Tytschyo possui um cartel de lutas de causar inveja a muitos veteranos. O atleta da Chute Boxe já lutou trinta e duas vezes nos cinco anos como atleta profissional e venceu em vinte e duas ocasiões.
A fera busca a quarta vitória consecutiva no WFE Platinum 11 – maior evento de MMA do nordeste -, dia 16 de dezembro, contra Edilberto Crocotá, de olho na carreira no exterior, de preferência no Ultimate Fighting Championship.
Confira a entrevista exclusiva concedida por Cassiano ao blog Mano a Mano.
Mano a Mano: Você já chegou a lutar onze vezes no mesmo ano (2008) mas diminuiu o ritmo e tem lutado cinco vezes na média. Você acredita que lutas consecutivas em curto período prejudicaram o seu rendimento?
Cassiano Tytschyo: Lutar fazia parte do conteúdo da minha formação como lutador. Até a trigésima luta era cobrado o aprendizado, agora é cobrado o resultado da luta trabalhando dentro de um camp específico.
Você continua treinando na Chute Boxe?
Sim, estou na Chute Boxe. Tem uma galera lá bastante profissional sob o comando do mestre Nilson de Castro.
Por duas vezes ao longo da sua carreira você sofreu três derrotas seguidas, em 2007-2008 e em 2010. Como você lidou com a má fase e onde encontrou forças para retomar o caminho das vitórias?
Aquela experiência foi aproveitada como oportunidade de realização de um forte trabalho psicológico para que o atleta aprenda a não ceder às adversidades de um determinado foco.
Em cinco anos, você venceu vinte e duas vezes. O que faltou para você lutar no exterior?
Na realidade para lutar no exterior eu estou pronto, mas para permanecer no maior evento do mundo que é o UFC, que é o que me interessa, acredito que preciso de mais algumas lutas de alto nível, com resultados contundentes. A 3ª luta [após as 30 primeiras] contra o Crocotá no WFE, em Salvador, Bahia, dia 16 de dezembro, é uma delas.
As trinta primeiras lutas eram de caráter formativo, visando o aprendizado e de agora em diante o resultado de cada uma, contra lutadores de renome, me projetarão lá fora.
Já é possível viver exclusivamente do MMA lutando apenas no Brasil? Qual foi a maior bolsa que você recebeu aqui e em qual evento?
Em razão do meu cartel formado com muito sacrifício, os eventos dos quais participo me dão uma remuneração de certa forma satisfatória, permitindo que eu viva exclusivamente disso e tenho como patrocinador oficial a Academia Nocaute, de Osasco, São Paulo.
Você enfrentará o Edilberto Crocotá, lutador que possui passagem pelo UFC. Como você avalia o jogo dele e como pretende derrotá-lo?
Bom, eu vou a luta como um profissional do MMA. Esse é o meu jogo e é dentro disso que vou buscar a vitória.
Você acredita que o fato dele ter sido preso em abril por ter se envolvido numa briga com a namorada fará com que a torcida fique ao seu lado?
Essa é uma situação muito delicada. Logicamente quero a torcida do meu lado por um motivo ou por outro.
O que os fãs podem esperar do Cassiano no próximo desafio?
Vou para a luta com a minha escola no coração e a benção da minha família. Quanto a vencer, isso nós vamos resolver no dia da luta. Quero aproveitar a oportunidade para deixar o link do meu blog para que aqueles que gostam do meu trabalho possam ver a nossa rotina diária. Quero deixar um grande abraço a todos que geram energia para a minha vida.
tytschyomma.blogspot.com
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